terça-feira, 24 de março de 2009

Bengala Branca

A Bengala Branca

Eu sou a Bengala, a Bengala amiga que acompanha meu amigo no andar pelos caminhos do mundo. Eu sou a companheira do meu companheiro. Andamos os dois s tropeçar, a tocar, a caminhar. Bate aqui, bate ali e sempre a andar. Eu sou a bengala que avisa, como que grita que estou a chegar e que comigo vem gente a caminhar. Eu sou a Bengala que vê e me faço mostrar. No meu caminhar ando sempre a apalpar, a tocar, a cantar. Dou a saber ao meu companheiro os segredos do mundo e do caminho que estamos amigos a palmilhar. Eu sou a Bengala branca, branca de neve cheia de luz que brilha no nosso olhar. E no andar pelo mundo faço luz sempre a brilhar. A dizer dos perigos do mundo para meu companheiro ver e compreender num constante tocar. Eu sou levado por mão amiga do meu companheiro e eu o levo em andar leve, seguro, que de mim faz habilidades de encantar pela harmonia do meu tocar. Nós os dois temos a magia do mundo e no nosso toque o poder de transformar segredos dos caminhos a desvendar.
No nosso caminho encontramos obstáculos, buracos, pedras, impedimentos, mistérios, enganos, ciladas.
Bengala amiga desfaz tropeços e impedimentos, abre caminho por entre obstáculos inimigos.
- A minha bengala companheira leva-me como vento suave por entre obstáculos inimigos com sabedoria que mais parece magia.
- À minha frente se ergue o castelo para me impedir de avançar, mas com meu tocar o castelo não me impede de sempre caminhar e meu companheiro guiar.

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